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Quando o SUS não cobre, a solidariedade entra em ação

Quando a pequena Daniela, de Curiúva (PR), chegou ao Hospital Pequeno Príncipe, após mais de dez dias de febre, a família recebeu uma notícia difícil: ela estava com leucemia linfoide aguda. O tratamento começou imediatamente, inteiramente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Todo o tratamento foi pelo SUS, nunca precisamos pagar nada. Minha filha recebe muito afeto de todos, e nós também. Os profissionais sempre perguntam se precisamos de alguma coisa e fazem com que esse momento tão difícil seja um pouco mais leve”, conta a mãe, Daniele Soutchuk de Barros.

O que a família da Daniela talvez não imagine é que, para garantir tratamentos como o dela, o Hospital precisa assumir custos que não são integralmente financiados pelo SUS. Somente em 2025, o Hospital Pequeno Príncipe destinou mais de R$ 9,2 milhões para complementar a aquisição de medicamentos utilizados na assistência de pacientes do SUS. Ao longo do ano, 24.496 atendimentos hospitalares demandaram essas terapias, principalmente para crianças com câncer, doenças hematológicas, doenças raras, infecções graves, pacientes transplantados e internados em unidades de terapia intensiva.

Embora indispensáveis para salvar vidas, muitos desses medicamentos não possuem cobertura pela tabela Sigtap, utilizada pelo Ministério da Saúde para financiar procedimentos hospitalares, ou têm financiamento insuficiente. Na prática, cabe ao Hospital complementar esses recursos para que nenhuma criança deixe de receber o tratamento indicado pela equipe médica. Saiba mais na matéria principal da edição de julho de 2026 do Pequeno Príncipe News.

Nesta edição da newsletter, você também vai conferir as notícias abaixo. Clique nos links para ler a íntegra dos textos.

  • Experiência do Pequeno Príncipe fortalece o cuidado na primeiríssima infância em município paulista. Os primeiros anos de vida exercem influência que é decisiva sobre o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo de uma criança. Com o objetivo de fortalecer esse cuidado desde o início da vida, o Hospital Pequeno Príncipe levou a profissionais da rede pública de saúde de Iguape, no litoral de São Paulo, a experiência construída ao longo de mais de uma década com o projeto Primeiríssima Infância: Gerando Prosperidade Social.
  • Pesquisa identifica variantes genéticas inéditas e amplia o diagnóstico de doenças raras. Receber o diagnóstico de uma doença rara ainda é uma longa jornada para muitas famílias. Em razão da grande variedade de sintomas e da semelhança com outras doenças, crianças podem passar meses — e até anos — em busca de respostas, realizando sucessivos exames e consultas com diferentes especialistas. Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, publicado na revista científica Frontiers in Immunology, mostra como a medicina genômica pode contribuir para mudar essa realidade.